CONFERÊNCIA CONVENCIONAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Uma vez que a Comissão Organizadora não identificou as propostas referentes à respectiva Conferência Lúdica e Convencional, consideramos que as propostas apresentadas contemplaram ambos os segmentos da região..

 

PROPOSTAS

 

REGIÃO: BUTANTA

 

Eixo 1 — PAPEL DO ESTADO E DA SOCIEDADE NA FORMULAÇÃO, EXECUÇÃO E MONITORAMENTO DE POLÍTICAS PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES.

SAÚDE

  • Atendimento de adolescentes, independente da presença dos pais ou responsáveis, em caso de emergência.
  • Profissionais melhores preparados/treinados.
  • Simplificação na burocracia do atendimento.
  • Garantir o pré-atendimento para que seja feito um encaminhamento para consulta.
  • Maior número de profissionais por unidade.
  • Melhor distribuição dos profissionais por unidade.
  • Divulgação e incentivo à participação da comunidade no conselho gestor da unidade de saúde.
  • A unidade de saúde tem que dinamizar a chegada de remédios que estão em falta.
  • Maior investimento na qualificação dos profissionais e na qualidade do atendimento.
  • Melhor direcionamento da verba para setores mais necessitados.
  • Melhoria na direção da unidade de saúde. Maior comprometimento.
  • Garantia de sigilo na consultas.
  • Acolhimento independente da área de abrangência.
  • Pessoas de referência qualificadas nas unidades para fazer acolhimento.
  • Mobilização da comunidade contra o mau serviço hospitalar.
  • Maior interação entre o público e o privado, onde este ajudaria o primeiro, melhorando assim o atendimento às pessoas que não têm condições financeiras.
  • Criação de carteirinhas para diminuir a burocracia dos formulários nos hospitais.
  • Informatização do sistema de atendimento.
  • Menos filas nos postos de saúde, mais remédios, médicos especializados, tratamento dentário.
  • Mais hospitais no Butantã
  • Mais informação sobre o ECA para conscientizar a população em escolas e espaços públicos.

MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS E MERCADO DE TRABALHO

  • A falta de oportunidades e o descrédito da sociedade na recuperação do adolescente infrator
  • Integrar os QPs da região BT com as empresas regionais formando a rede social de empregabilidade /geração de renda
  • Viabilização de profissionalização e escolaridade (diferentes níveis)
  • Intensificar projetos de escolaridade efetiva; motivadora e de qualidade.
  • Investimentos em formação de cooperativas para geração de renda
  • Vincular projetos sociais governo/empresas em parcerias para o jovem aprendiz
  • Cursos profissionalizantes por região em parceria com empresas como futuro mercado de trabalho.
  • Viabilização de informações entre os jovens da FEBEM para estes terem conhecimento dos seus direitos.
  • Formar grupos para fazer palestras em entidades diante do tema em escolas, grêmios estudantis,
  • Entre outras entidades governamentais e não-governamentais. Com o acesso garantido
  • As unidades escolares da rede pública ofereçam cursos de informática com profissionais qualificados.
  • Que as agências de empregos sejam credenciadas, e obrigadas a não exigir profissionalização de jovens entre 18 e 21 anos.
  • Unir as classes sócio-econômicas em eventos, palestras.
  • Que a criança e adolescente ganhe o E.C.A. na escola e tenha espaço garantido para discussão do mesmo.
  • Assim que um adolescente em conflito com a lei for encaminhado para a FEBEM ele ganhará um Estatuto da
  • Criança e do Adolescente (E.C.A.) para facilitar que ele saiba dos seus direitos e deveres individuais e coletivos.
  • Tendo espaço garantido para discuti-lo e para lê-lo sem interferência de qualquer forma.
  • Nenhum adolescente trabalhe por qualquer que seja a sua necessidade, e o Estado seja obrigado a dá-lhe todo o
  • Auxilio que precise para a profissionalização.
  • Como atividade educativa, as escolas terem a semana do E.C.A. na agenda escolar, como forma de divulgação aos alunos.
  • Extinção da FEBEM com implantação de novo modelo.

ESCOLA E INCLUSÃO

  • Educação inclusiva em uma sociedade exclusiva.
  • Comunicação e divulgação da questão legal (principalmente direitos) no que diz respeito à inclusão escolar.
  • Disponibilizar materiais para pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais (PNEE).
  • Combater os obstáculos arquitetônicos presentes na escola que impedem ou dificultam o acesso de PNEE. Para as próximas Semanas do ECA garantir que o local possua acessibilidade para todos.
  • Estimular parcerias entre as escolas e instituições públicas e privadas com o objetivo de diminuir o preconceito e a discriminação existente entre esses ambientes distintos.
  • Propor para a Coordenadoria de Educação do Butantã a realização de um levantamento da população PNEE existente no bairro e excluída da escola.
  • Divulgar o CEFAI (Centro de Formação e Apoio a Inclusão) como o órgão da Coordenadoria de Educação responsável por coordenar o processo de inclusão no Butantã e na rede como um todo. E ampliar a Rede de Inclusão organizada pelo mesmo.
  • Redigir um documento para as coordenadorias para que se reconheçam os fóruns públicos de discussão como espaços de formação dos professores e, portanto, os mesmos sejam dispensados legalmente e no horário de trabalho. Utilizar placas de divulgação de alguns artigos do ECA nas escolas e em outros órgãos públicos.
  • Reforçar a importância da formação universitária, principalmente do pedagogo, contemplar a questão da inclusão. Construção de artigos e textos a serem divulgados nas escolas do Butantã que retratem experiências positivas de inclusão. Organizar Conferências Regionais com o objetivo de refletir sobre as políticas públicas para a juventude. Garantia da existência de grêmios e a sua autonomia.
  • Utilização de laboratórios de informática, ciências, e que isso seja estabelecido em currículo escolar. Conciliação da teoria com a prática, garantindo experiências que saiam do ambiente escolar (por exemplo, visitas em museus). Realizar palestras e cursos para professores para promover a discussão da inclusão.
  • Garantir que o ECA seja uma matéria obrigatória tanto nas escolas regulares quanto nas faculdades ligadas a educação. Existir grupos de estudo sobre o ECA nas escolas para os educadores e para os educandos.
  • Existir cursos profissionalizantes e orientações vocacionais, além de uma supervisão e um acompanhamento dos alunos já inseridos no mercado de trabalho.
  • Fazer encontros nas comunidades organizados pelos Conselheiros tutelares (a cada semestre), onde estejam reunidas as famílias, os educadores e os educandos, com o objetivo de ser um espaço de trocas de experiência, de conhecimento da lei e de um fortalecimento dos trabalhos em rede.
  • Deve ser tratada a questão da diversidade e do preconceito nas escolas e nas comunidades. Existir, a cada três meses, assembléias de representantes dos alunos com a direção da escola, com a finalidade de discutir os problemas da instituição e os encaminhamentos para serem solucionados.
  • Deve existir material adaptado e especializado para os adolescentes e crianças que estão no processo de inclusão, garantindo que o currículo seja o mesmo para toda a classe.
  • Devem ser obrigatórias reuniões escolares com professores, pais e alunos juntos.
  • Devem existir reuniões com atendimentos individuais para aqueles cuja família e o aluno ou a direção solicitarem. Reformar as bibliotecas das escolas que precisam, além de aumentar o seu acervo.
  • Que as coordenadorias municipal e estadual incluam a Semana do ECA no calendário escolar.

EDUCAÇÃO

  • Professores mais educados
  • Salada, feijão e sobremesa na merenda.
  • Sala de informática para crianças
  • Mais livros nas bibliotecas nas escolas
  • Mais limpeza e melhor manutenção nas escolas
  • Mais respeito entre as crianças
  • Cursos de cidadania
  • Mais creches

MORADIA

  • Mais casas populares melhoria nas ruas das favelas segurança
  • Campanhas de educação no trânsito
  • Policiais mais preparados para lidar com a população

DIVERSÃO

  • Mais praças e jardins
  • Professores de natação
  • Mais oficinas de arte
  • Pista de skate
  • Museu.

CONFLITOS FAMILIARES E TRABALHO INFANTIL

  • Usar o espaço das escolas para ato de aproximação das escolas com os familiares no geral, pai, mãe responsáveis e etc. Envolver a família no ato de envolvimento, esclarecimentos, dinâmicas, oficinas temáticas etc. Acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais com a família (não de forma punitiva muito menos condicionada a sim de forma sócio-educativa), abordando temas como: violência familiar, tempos de se estudar de se qualificar, ter o primeiro emprego e a hora de entrar de cabeça no mundo de trabalho etc.
  • Criação de políticas públicas abrangendo projetos de economia solidária, prioritariamente com famílias que tenham crianças que trabalham;
  • Programa de orientação e informação para as famílias adquirirem auto-estima e autonomia para exercerem sua cidadania
  • Aumento de número de creches;
  • Criação de espaço alternativo com atividades educativas de esporte, cultura e lazer para que as crianças e adolescentes não fiquem na rua;
  • Maior rigidez na aplicação e controle das leis que proíbem trabalho infantil;
  • Garantir formação continuada aos educadores, possibilitando que a escola torne-se um espaço atrativo com atividades extracurriculares.
  • Mais informação e divulgação do ECA nas comunidades e instituições em geral; Grupos de apoio para lidar com adolescentes que estejam em situação de rua ou risco social Criar novos projetos de primeiros empregos;
  • Programa falando sobre a gravidez precoce;
  • Aula de educação sexual desde a 5a série até o 3o ano do ensino médio; Ampliar e criar projetos para tirar as crianças do trabalho infantil;
  • Ter diálogo, família participar da vida do filho, aprender a entender a cabeça dos filhos para nossa sociedade de hoje em dia. Para isso acontecer tem que ter uma boa convivência, um ambiente de compreensão Construção de mais escolas para ensino médio e fundamental;
  • Abrir cursos pré-vestibulares nos finais de semana nas escolas de ensino médio.

PROTAGONISMO JUVENIL:

  • Espaços de mobilização e formação de jovens questionadores e multiplicadores
  • Planejamento de uma reunião com o nosso grupo de trabalho para falar sobre o tema.
  • Promover encontros de crianças e jovens da região para discussão e trabalhar sobre o Protagonismo Juvenil.
  • Convidar os meninos (as) do grupo de Formação do Fórum para conversar com a Comunidade e Entidades sobre o tema, também preparando essas pessoas na construção de propostas a serem apresentadas nas Conferências Regionais.
  • Divulgação da Semana do ECA, das oficinas itinerantes do FOCA e do Grupo de Formação do FOCA — BT.
  • Que as crianças e adolescentes possam participar das reuniões da APM.
  • Que o professor trate o aluno como igual.
  • Terem informação sobre o que é e onde fica o Conselho Tutelar do seu bairro ou região.
  • Programas com linguagem jovem feito por e para os jovens sobre o ECA (Jornal, TV) sem esteriotipação.
  • Que os professores tenham conhecimento do ECA.
  • Que haja uma divulgação maior do ECA na mídia.
  • Transporte público gratuito para estudantes de Ensino Fundamental e Médio.
  • Divulgar o telefone do Conselho Tutelar e a possibilidade de fazer denúncias anônimas.
  • Fazer edição do E.C.A. com linguagem acessível a crianças e adolescentes.
  • Criar debates dentro de diferentes instituições, que não atendam apenas crianças e adolescentes, sobre o ECA.
  • Que todas as pessoas tenham um exemplar do ECA em casa.
  • Espaço aberto nas classes para que aluno possa registrar o que critica para ser debatido posteriormente em assembléias
  • Garantir constituição e manutenção de grêmios escolares.

 

 

Eixo 2 - PARTICIPAÇAO SOCIAL NA ELABORAÇÃO, ACOMPANHAMENTO E FISCALIZAÇÃO DO ORÇAMENTO PÚBLICO CRIANÇAS E ADOLESCENTES.

Não houve propostas para este eixo

 

Eixo 3 - PARTICIPAÇÃO SOCIAL NA PROMOÇÃO DA IGUALDADE E VALORIZAÇÃO DA DIVERSIDADE: GÊNERO, RAÇA, ETNIA, DEFICIÊNCIA, ORIENTAÇO SEXUAL E PROCEDÊNCIA.

IGUALDADE E DIVERSIDADE

O papel das instituições na transformação da abordagem da sexualidade. Como a sociedade reproduz seus preconceitos?

·        Capacitação/formação integral dos educadores das instituições no tema em questão. (trabalhar as questões de sexualidade sob o tema “orientação sexual”)

·        Garantir a execução pelos professores do conteúdo e o cumprimento das atribuições de educador.

·        Campanha e atividades culturais para conscientização da população em geral.

·        Criar cotas nas universidades voltadas para alunos das escolas públicas.

·        Que as instituições garantam espaços de formação/discussão para os pais e comunidade.