PROPOSTA DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE M’BOI MIRIM

 

Prefeitura do Município de São Paulo

José Serra

Prefeito

 

Lacir Ferreira Baldusco

Subprefeito de M’Boi Mirim

 

Laudelina Maria Carneiro

Coordenara de CADS

 

Equipe Técnica responsável pela elaboração:

Aléssio Gamberini

Esportes

Elsa Santos Andreolli

Assistência Social

Pedro Vicente de Siqueira – Supervisor de

Habitação

Sebastião Soares

Cultura

 

Colaboradores:

Débora Martinez da Silva

Equipes das UBS de M’Boi Mirim

Supervisão de Saúde de M’Boi Mirim

Assessoria de Comunicação

Subprefeitura M´Boi Mirim

 

Coordenadoria de Assistência e Desenvolvimento Social

Estrada da Rivieira 394, Parque Figueira Grande - CEP 04916-000.

Telefones: 5893-0668 ou 5514-4531 Ramais 121 e 111

 

1. APRESENTAÇÃO

2. ANÁLISE DA SITUAÇÃO/ JUSTIFICATIVA

- Tabelas de Vulnerabilidade Social

3. PLANEJAMENTO

 

3.1-Objetivos

3.2-Estratégia de intervenção

3.3-Plano de ação

 

 

A – CULTURA

B – ESPORTE

C – HABITAÇÃO

D- ASSISTÊNCIA SOCIAL – SAS

 

PROPOSTA DE TRABALHO

 

TABELA DE CUSTOS

 

MAPA DA VULNERABILIDADE SOCIAL

 

 

 

 

1. APRESENTAÇÃO

 

A presente proposta consiste na implementação de ações sociais integradas – poder público e comunidade – envolvendo práticas intersetoriais das supervisões e esporte, cultura, assistência social e habitação, além de outras coordenadorias da Subprefeitura, no sentido de fazer compreender a importância do diálogo permanente e contextualizado com a população, especialmente crianças, jovens, e famílias, por meio das diversas atividades desenvolvidas pelo poder local (atividades artísticas e culturais, desportivas, de promoção ou de assistência social e moradia), fazendo despertar um sentimento de pertencimento do seu território na compreensão da cultura do ponto de vista antropológico, onde se inclua a produção de bens, conhecimentos e técnicas (produção material) e os modos de agir, comportar-se, fazer, relacionar-se e de representar, por meio de símbolos, as regras que organizam a sua vida na sociedade. Pretende-se, através da linguagem artística, cultural e de comunicação, a criação de mão de obra qualificada e de produtos destas atividades, que poderão ser assimilados pelo mercado local e externo. Neste sentido, a proposta é adotar como estratégia a implantação de pólos de referência comunitária – nas áreas do esporte, cultura, promoção social, habitação e, indispensavelmente, a comunicação - de formação e produção com infra-estrutura adequada, que disponibilize por meio das linguagens dos desportos, da cultura popular e do artesanato, oficinas de cidadania, buscando, com esta iniciativa, conectar o cidadão e cidadã ao mundo da política e das decisões de interesse coletivo, fazendo valer as práticas do processo educativo e de uma metodologia inovadora que traduza a auscultação social, conversas de rua, conversa em pé-de-calçada, rodas de conversas aplicadas antes da realização das atividades propriamente ditas, utilizando-se a cultura do ponto de vista antropológico; isto é, o respeito ao saber local. O trabalho parte da premissa de que mais importante que a formação do artista, do esportista, etc., é a sua formação cidadã e humana. Não desconhecemos a importância da arte (no esporte, etc.) como linguagem, mas ela deve estar contextualizada na comunidade. Para aplicação de tais praticas educativas, as referidas ações se utilizarão de mecanismos que reflitam o diálogo permanente com a construção da cidadania; é neste contexto onde se insere a atividade da construção do aprendizado de tais práticas, que passa desde a compreensão de onde viemos até o que queremos para contribuição da melhoria da qualidade de vida e de ser.  O trabalho será desenvolvido a partir da cultura, do esporte, da assistência social e da habitação, proporcionando a fruição de um conhecimento utilizado pelo ser humano, independentemente de sua origem, crença ou condição socioeconômica. Desse modo, a intenção de se trabalhar essas ações e divulgar conhecimentos é preservar práticas que resgatem a utilização do saber popular e local como fonte geradora de renda no meio onde se mora e se vive, diminuindo a desagregação social e agregando valores humanos no espaço de convívio humano.

 

 

 

 

 

2. ANÁLISE DA SITUAÇÃO/ JUSTIFICATIVA

 

A Subprefeitura de M’Boi Mirim está localizada na zona sul da cidade de São Paulo, sendo composta pelos Distritos do Jardim Ângela e Jardim São Luis, fazendo fronteira com os municípios de Itapecerica da Serra e Embu Guaçu. Com 62,1 km² de extensão, tem aproximadamente 531.745 mil habitantes, sendo 511.447 cadastrados no SUS (fonte SIAB) e densidade demográfica de 7.809,4 habitantes por km². Próxima à Represa do Guarapiranga, grande parte de seu território encontra-se em área de preservação aos mananciais, onde também está localizado o Parque do Guarapiranga.  Antigo reduto de chácaras e sítios, a região ainda se caracteriza por paisagens que lembram o meio rural, em contraste com a crescente área urbana, em que moram 92,92 % de seus habitantes. Devido à ocupação em áreas de proteção ambiental (mananciais), boa parte dos loteamentos é considerada irregular pelo poder público, dificultando investimentos em melhorias da sua infra-estrutura urbana. Com 144.796 domicílios (SIAB), Jardim Ângela e São Luís têm, juntos, cerca de 270 favelas, com 26% de sua população nelas residente e 4.882 domicílios distribuídos em 34 áreas de risco – grande parte dentro da área de manancial. 46% dos chefes de família têm de 1 a 5 anos de estudo e 63,32% deles recebe até 3 salários mínimos. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é 0,421. Ressaltamos, ainda, que houve uma diminuição de 16,29% na renda média dos moradores do Distrito do Jardim Ângela entre 1991 e 2000.  Conforme mostra o Mapa de Exclusão e Inclusão Social, 42,4% da população residente do Distrito do Jardim São Luis e 73,7% da população do Distrito Jardim Ângela estão no agrupamento classificado como alta e altíssima vulnerabilidade social. A classificação do Distrito Jardim Ângela e do Distrito Jardim São Luis no ranking dos 96 distritos do município de São Paulo é respectivamente 1º e 5º colocados.  O índice de exclusão do Distrito Jardim Ângela (numa variação de –1 a +1) é –1 e do Distrito Jardim São Luis é -0,79.  Vale ressaltar que a presença do poder público na área de abrangência da Subprefeitura de M´Boi Mirim é tímida, necessitando de políticas públicas mais efetivas.

 

 

 

Tabelas de Vulnerabilidade Social

 

Em conformidade com esses pontos, a Coordenadoria de Assistência e Desenvolvimento Social elegeu 10 Pólos de Intervenção, onde será desenvolvida a presente “PROPOSTA DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE M’BOI MIRIM.”

 

SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA A SAÚDE / DAB – DATASUS

SECRETARIA REGIONAL DE SAÚDE

SIAB - SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE ATENÇÃO BÁSICA

CONSOLIDAÇÃO DAS FAMÍLIAS CADASTRADAS DO ANO DE 2005 DA ÁREA GERAL

REGIONAL: DIR I

MODELO: GERAL

 

 

                                                                           

 

                                                          

 

                                                                         

 

 

 3. PLANEJAMENTO

 

3.1-Objetivos:

 

a) Promover, por meio de atividades lúdicas (desportistas, culturais, artísticas), a formação do homem integral, dando-lhe um sentimento de pertencimento e auto-estima, incluindo-o socialmente aos bens culturais;

b) estabelecer uma relação mais transparente entre poder público e população, mobilizando e integrando ações de interesse coletivo para o desenvolvimento da construção da cidadania;

c) reconhecer o seu território como espaço de convívio humano, criando empoderamento de seus direitos constitucionais, na perspectiva de uma maior consciência cultural para questões de habitabilidade;

d) construir um plano alternativo à periferia para diminuição das desigualdades sociais, envolvendo outras esferas de governo (Estadual, Federal, etc.) na mobilização de recursos que promovam o protagonismo na comunidade. 

 

3.2-Estratégia de intervenção:

 

Envolvimento de toda a sociedade organizada ou não, desde a câmara municipal, escolas, associações de bairros, ONGs, igrejas, conselhos de saúde, educação, agentes comunitários de saúde, etc., numa ação conjunta envolvendo, indispensavelmente, a comunicação  com eficácia de sua atuação.

 

3.3-Plano de ação:

 

As ações, como já dito anteriormente, serão encaminhadas a partir da auscultação social que traduz o reconhecimento do território e de manifestações culturais, artísticas, desportistas, de promoção e assistência social, de práticas positivas de habitação entre outras ações já desenvolvidas por outros órgãos públicos e privados (terceiro setor), etc.. Para compor o plano de ações futuras nas diversas áreas da coordenadoria, passamos a expor, por supervisão, cada proposta de desenvolvimento social:

 

 

A – CULTURA

 

 BARRACÕES CULTURAIS DA CIDADANIA

 

São espaços de convivência, participação e criação; são pontos de encontro onde grupos de amigos, vizinhos e pessoas da comunidade trocam seus saberes e experiências, ampliando sua cultura. Oficina de artes plásticas, música, dança e teatro, conversa de rua, fóruns, seminários, laboratório de desenvolvimento etc. são atividades culturais e educativas que irão contribuir para o desenvolvimento pessoal e social na comunidade.

Implantado com bastante sucesso no município de Itapecerica da Serra, o projeto utiliza a arte e a cultura como instrumentos de integração social, desenvolvimento pessoal e resgate da cidadania. Em reconhecimento à capacidade de seu alcance, “Barracões” recebeu o Prêmio Gestão Pública e Cidadania 2000, oferecido pelas Fundações Getúlio Vargas e Ford com apoio do BNDES, como um dos melhores projetos inovadores do Brasil.  Já em 2003 recebeu o Prêmio Itaú – Unicef – “Muitos lugares para aprender”.

Ele atua através de programas educativos e culturais, e visa à melhoria da qualidade de vida e de ser, com o fortalecimento da auto-estima, da motivação e do equilíbrio emocional e psicológico de seu público alvo. A possibilidade de expressão da criatividade, o aprendizado e a interação surgida com o desenrolar das atividades têm sido citados por seus alunos e freqüentadores como essenciais para a sua formação enquanto indivíduos e para o bem-estar de suas famílias. Destinado a toda a população, tem ajudado a eliminar as desigualdades sociais, a controlar e diminuir o uso de drogas, a violência e a evasão escolar.

 “A cultura como busca da humanização da sociedade, traduz neste contexto, a sensibilidade da expressão de mudanças pessoais em direção a transformações com a justiça social”.

 

FUNCIONAMENTO

 

A implantação do projeto “Barracões Culturais da Cidadania” se faz em espaços públicos, como a rua, praças, etc. nos diversos bairros. A iniciativa prevê a ocupação de locais já existentes em entidades e associações. A apropriação destes espaços pela comunidade para o desenvolvimento de suas atividades estimula a construção da cidadania e permite a sociabilidade na vida cotidiana. Os moradores passam a se apropriar dos “Barracões” como seu espaço de vivência, em locais desprovidos de equipamentos públicos e, através da participação coletiva, passam a compreender a importância da construção da cidadania. As oficinas são encontros semanais para a transmissão dos conhecimentos básicos das diversas atividades, com metodologias que contribuem para uma formação integral. Seus monitores estão capacitados para formar pessoas emancipadas e singulares, desenvolvendo as potencialidades de cada aluno a partir da arte e da cultura, transformando sua vida e dando a eles uma nova consciência de si mesmos. Além das oficinas, a comunidade é convidada a participar de outras atividades como: formação de biblioteca domiciliar, reuniões com pais de alunos, conselho de cultura de paz, exposições, mostras de dança, teatro, reuniões para discussão de temas de interesse de todos, como meio ambiente, saúde, educação, esporte, habitação, promoção social com características transdisciplinares.

O projeto compreende em seu contexto programático:

 

a) Desenvolvimento:

- Promover a reflexão sobre os paradigmas da Região para o desenvolvimento humano;

- Pensar os planos de desenvolvimento regional respeitando as diversidades dos bairros e saberes locais;

- Estimular o planejamento para o desenvolvimento e estabelecer políticas públicas em direção a cidadania cultural

 

b) – Um novo olhar para cidade a partir do bairro:

- Estimular uma visão de cidade que equilibre o tradicional, o moderno, a memória e o novo. Um traçado urbano que contemple não a rotina da pressa nem só a circulação de veículos, mas um espaço para o humano, para as pessoas.

- Promover a revitalização dos bairros resgatando as ruas para pedestre

- Democratização dos centros comerciais, calçadões e passeios, ruas fechadas, espaço de lazer e cultura

- Recuperação da identidade dos bairros (conversa em pé-de-calçada)

- Estimular uma cultura voltada para a construção de espaços coletivos (praças, jardins, etc.).

 

                               c) – Patrimônio histórico e memória:

- Questionar o monopólio da ocupação de espaços públicos de interesse das elites

- Preservar os espaços afetivos da população; resgate do monumento ÍCARO referente ao primeiro hidroavião JAHU, ora existente na avenida Brasil de propriedade dessa comunidade.

- Recuperar a memória oral do bairro, das pessoas.

- Formar equipamentos históricos e museus da pessoa com o intuito de democratizar o acesso da população.

 

d) - Movimentos culturais, sociais e etnias:

- Apoio a movimentos sociais em suas lutas diversas na sociedade

- Valorizar os movimentos das mulheres na sua luta inestimável para o desenvolvimento humano.

- Estimular a sociedade para as culturas negra e indígena. Reforçar suas expressões artísticas, sua cozinha, práticas religiosas e de cura, etc.

- Valorizar os movimentos ambientalistas de recuperação dos mananciais

- Valorizar os movimentos: ética na política, movimentos pela vida, paz nas ruas e nas escolas.

- Incentivar as manifestações culturais religiosas, como festa do Divino, Folia dos Reis, etc.

- Abertura de ruas para manifestações artísticas e culturais, como galerias de arte, atelier, livrarias, sebos, poesia.

- Transformar os antigos sacolões (pq. Sto. Antônio e Piraporinha) em centros multiculturais

- Estimular os escritores locais

- Criação de agentes comunitários da cultura.

 

e) - Criar espaços para os diversos segmentos sociais:

- Homossexuais, idosos, jovens, deficientes, etc.

- Casa da Música (espaço de conhecimento, capacitação musical, orquestras, etc.).

 

f) - Participação da sociedade civil nos órgãos da cultura:

- Criação do Conselho de Cultura e de Paz com participação majoritária da sociedade civil.

- Criação de Fóruns Regionais de Cultura e Laboratório de Desenvolvimento Cultural permanente.

 

g) - Descentralização da cultura:

- Continuidade do Projeto Barracões Culturais da Cidadania: um Barracão em cada região ou bairro

- Como responsável pela formação cultural das pessoas e, assim, portanto, a ampliação da cultura, vital para o homem é especialmente importante para os menos favorecidos.

 

h) - Parcerias público-privadas:

 

i) - Intercâmbios nacionais e internacionais:

- Publicação de trabalhos e experiências como: Barracões através de diversos seminários e conferências já publicadas por revistas, internacionais e nacionais

- Troca e relato de experiências.

- Intercâmbio cultural (movimentos de moradia, cooperativas, comunicação, etc.).

 

j) Política de comunicação:

- Estimular a criação de rádios comunitárias

- Revistas ou Programação Cultural do Bairro

- Jornal Cultural escrito por participantes dos diversos movimentos

- Uma política de comunicação voltada para o conhecimento e divulgação das políticas públicas implantadas.

- Primeira Mostra Artístico-Cultural de M`Boi Mirim. 

 

Uma proposta de Arte e Cultura para toda região, acontecendo de forma itinerante nos diversos pontos culturais existentes, proporcionando uma integração maior aos grupos artísticos e entidades de caráter cultural de M`Boi Mirim, potencializando, assim, os espaços físicos construídos e as praças e parques existentes, possibilitando um cadastro geral de cultura - artística e de forma oficial da região, com nomes, gêneros, atividades especificas dias e horários de funcionamento e endereços, disponíveis na criação de um site na subprefeitura.

 

MÊS DE ABRIL

  VIDEO:

Mostra de longa e curta metragem com bate papo sobre o tema.

DE: 15 a 20 de Abril. Local: Céu Casa Blanca.

 

DIA: 15                  6ª feira                   19: h

 FILME:

 DIA: 16 Sábado                  16: h

 FILME:

 DIA: 17 Domingo               16: h

FILME

 DIA: 18 2ª feira                   19: h

FILME:

Dia: 19                   3ª feira                   19:h

FILME:

DIA: 20                  4ª feira                   19: h

 

MÊS DE MAIO

 

DANÇA: (com abertura percurssiva). De forma itinerante, realizar em diversos espaços apresentações artísticas dos diversos gêneros de dança com discussões sobre o tema. A principio os espaços sugeridos são: Céu Casa Blanca, Casa de Cultura M`Boi Mirim, Pólo Cultural Jd. Ângela.

Dias: 6/7/8 e 13/14/15 de maio.

HIP HOP:Proporcionar aos quatro elementos do hip-hop a oportunidade de expressão artística e manifestação cultural, sendo realizadas atividades nas praças de M`Boi.

Dias: 20/21/22

 

MES DE JUNHO

 

PERCUSSÃO: Encontro metropolitano de Bandas Marciais e grupos percussivos.

Local: praças, parques e espaços fechados. Festa junina no Céu Casa Blanca.

 

MES DE AGOSTO

 

CULTURAS POPULARES: Um encontro metropolitano das diversas manifestações populares e folclóricas. Danças, Brincadeiras, Contos, ritmos e modas de viola.

Dias: finais de semana.

Local: Praças e espaços culturais fechados.

 

MÊS DE SETEMBRO

 

TEATRO: Um mês de espetáculos teatrais: infantil e adulto, com os diversos Grupos e Companhias da região.

Local: Céu Casa Blanca. Cenas curtas e teatro de boneco, nas praças e ruas de lazer. 

 

MES DE OUTUBRO

 

SEMANA DO LIVRO: Um incentivo à leitura, com contadores de histórias, declamação de poesias, letras cantadas (voz e violão) e arrecadação de livros.

RITMOS DE TODAS AS TRIBOS: Um festival (sem caráter competitivo) dos diversos gêneros musicais da região, acontecendo de forma itinerante.

Finais de semana.

FESTIVAL ESTUDANTIL DE MUSICA:O festival será dividido em três (3) etapas:

                1ª ETAPA: Realizada em cada escola, de onde sairão dois representantes da mesma, classificadas para 2ª etapa.

                2ª ETAPA: Realizada em espaços culturais diversos, classificando oito bandas para a final.

3ª ETAPA: Final - Realizada em um único espaço. Premiação para as três primeiras classificadas. Gravação de um CD coletânea em estúdio (gravação ao vivo) com as oito bandas da 2ª etapa. 

 

MES DE NOVEMBRO

 

AFRICA BRASIL: O negro em evidência, através da realização de palestras/debates, da música, espetáculos teatrais, danças e ritmos dos tambores.  

PROPOSTA DE CRIAÇÃO

Criar uma biblioteca com salas de videoteca, áudio individual, gibiteca e informática. Criação de um arquivo histórico da região com fotos, depoimentos, vídeos, Artesanatos, cadastro geral de entidades, espaços culturais, movimentos populares e grupos artísticos da região. Um espaço de encontro café bar.

Local: Subprefeitura.

 

 

 

B – ESPORTE

 

 

Inicialmente, levando-se em conta que a prática de esportes é um dos mais fortes instrumentos de que dispõe a sociedade na busca da melhoria da qualidade de vida, pois trabalha não só o aspecto do desenvolvimento corporal dos jovens, ajudando-os a conviver pela prática da atividade física com hábitos saudáveis, também atua na formação de sua personalidade, pois insere conceitos básicos de coexistência coletiva, ensina regras, respeito aos companheiros, adversários e ao mediador, o caminho da vitória e como assimilar as derrotas e aprender com elas, entre outros aspectos. Mas o mais importante é que pode vir a ocupar o tempo ocioso de nossos jovens, afastando-os das drogas, do banditismo, da prostituição ou de outros descaminhos das práticas dos bons costumes.

Em uma região como a de M’Boi Mirim, a prática de desportos pelos jovens se faz imperiosa como uma das soluções para os problemas acima apresentados. Em que pese essa prática já existir nas redes estadual e municipal de ensino, é importante lembrar que ela se dá apenas como mais uma matéria na grade curricular durante o ano letivo, mesmo assim quando a instituição possui espaço físico adequado e profissionais comprometidos com a correta filosofia que rege a Educação Física. Em alguns meses do ano (férias escolares) e fora do horário de aulas, nossos jovens estão obrigados a procurar opções para prática desportiva que são muito reduzidas nesta região, pois apesar da grande extensão territorial e do significativo número de habitantes, a prefeitura possui apenas cinco Clubes Desportivos Municipais – CDM’s, algumas quadras abertas e campos de futebol, ressaltando-se que esses equipamentos sociais, apesar de pertencerem à municipalidade são geridos em parceria com a comunidade e afetos administrativamente à Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. 

Além deles, existem espaços esportivos em algumas instituições não públicas, que têm programas próprios de atuação, independentes do poder público.

O que atualmente nos cabe, enquanto subprefeitura, é zelarmos pela manutenção e melhorias desses espaços, o que no nosso entender é papel tímido perante o imenso desafio e as precárias condições sociais de nossos jovens.

Devemos seguir as diretrizes da política de desportos da administração municipal que se instala, mas, não obstante a isso, entendemos também que devemos implementar novas iniciativas que venham ao encontro às necessidades sociais que respeitam as peculiaridades e características de nossa região, sempre que possível em parceria com a comunidade organizada. 

No caso da prática desportiva para adultos, é de conhecimento popular a imensa paixão do brasileiro pela prática do futebol de campo, que, via de regra, também em nossa região, é uma das únicas, senão a única opção saudável de atividade física como lazer que dispõe nossos habitantes.

Não temos, ainda, dados completos, mas existem, com certeza, algumas centenas de times de futebol formados com diferentes graus de organização, representatividade e atuação. Eles se espalham por nosso território, representando famílias, grupos de amigos, ruas, bairros, empresas, entidades religiosas, etc. Esse enorme universo de pessoas é quase que exclusivamente formado por homens que nos finais de semana com custo beirando a zero, espalham suas alegrias ou buscam compensar as dificuldades de suas vidas em campos de futebol, muitos deles sem a mínima infra-estrutura necessária (vestiários, sanitários, etc.), mas que mesmo assim cumprem um papel social importante na ocupação do final de semana do morador das periferias. Vale ressaltar que muitos desses campos estão instalados em áreas particulares permissionadas, outros em áreas públicas. Esses times organizam e participam de campeonatos, visitam outros bairros e cidades, recebem visitantes, enfim são organismos representativos de nossa região.

Guardadas as proporções, da mesma maneira que o brasileiro age com muito patriotismo em época de grandes eventos esportivos como Copa do Mundo de Futebol ou Olimpíadas, momentos em que o sentimento de brasilidade se manifesta fortemente, haja vista o grande número de bandeiras nacionais que aparecem nas mãos dos mais simples aos mais importantes cidadãos, o esporte tem essa magia e nivela a todos sob uma mesma bandeira. Praticando esportes todos somos iguais, ricos ou pobres, negros ou brancos, somos todos obrigados a seguir as mesmas regras, nos unirmos na busca dos mesmos objetivos.

Essa é a idéia principal. Fazer com que em nossa região a prática do futebol seja um agente agregador, de identidade, representante da “bandeira de M’Boi Mirim”, canalizando um sentimento de orgulho por ser e estar aqui. Entendemos não ser tarefa fácil, pois ao longo do tempo o desporto e o lazer, apesar de serem direitos dos cidadãos e deveres do poder público, sempre foram relegados a segundo (ou terceiro) plano; mas existe um crescente clamor na sociedade buscando objetivos de união e socialização: o esporte pode ser um caminho facilitador.

Outro aspecto relevante é a participação feminina nas práticas esportivas, que hoje se resume em grande parte na prática escolar ou o que é ainda mais alarmante, até que a jovem gere seu primeiro filho, fato cada vez mais freqüente e que começa a ser combatido com maior intensidade com políticas públicas de prevenção à maternidade precoce na adolescência. Fazem-se necessárias iniciativas que contemplem também as mulheres, como caminhadas, passeios ciclísticos, provas pedestres, gincanas, etc. Em resumo: o papel do desporto na administração municipal, em especial em nossa subprefeitura, deve ser o de cumprir as diretrizes da administração municipal para nossa área de atuação definida pela SEME; além disso, cabe-nos respeitar nossas características regionais nos fazermos presentes como parceiros em todas as iniciativas oriundas da comunidade, sendo nosso dever também gerarmos propostas de atuação regional que visem à busca da melhoria da qualidade de vida e do sentimento de bem estar e atendimento por parte de nossa população.  Para tanto, além dos eventos de calendário e atividades da SEME dos quais somos agentes como: Jogos da Cidade, Ruas de Lazer, Escolinhas de Esporte, outros já existentes e novos que devam vir, indicamos a realização de um calendário de atividades próprias de nossa subprefeitura, que contemplem desde eventos lúdicos até competitivos como exemplos:

- Campeonatos de: pipas, dominó, damas, xadrez, truco, bocha, malha, etc.

- Campeonatos de: futebol, futebol de salão, vôlei, basquete, etc.

- Eventos diversos: caminhada ecológica, caminhada urbana, passeio ciclístico, provas pedestres (corridas de rua, “cross-country”).

- Festivais de atletismo, apresentações esportivas (ginástica, capoeira, dança de rua, judô, karatê, yoga, tai-chi-chuan, etc.). Sempre tendo como público alvo a criança, o adolescente e a família e também, sempre que possível, permeado pela realização conjunta com a comunidade (escolas, clubes, ONG’s, faculdades, etc.).

Um tópico em especial a ser analisado com maior atenção é a indicação da criação de um “Copa União de M’Boi” onde congregaríamos o maior número possível de equipes do Jardim Ângela e do Jardim São Luís.

Claramente a criação de um calendário de eventos dessa natureza requer um relativo poder de mobilização e um aporte de investimento financeiro que poderia existir ou de dotação orçamentária de verba pública, de busca de patrocínios e parcerias ou de ambos. Outro ponto importante é fazer com que o esporte tenha interface com outras áreas de atuação, como a Saúde, implementando palestras, seminários, exames físicos preventivos, programas antidrogas, métodos contraceptivos, de saúde bucal, dentre outros. Com a área da Cultura, interligando o esporte a apresentações culturais, gincanas, danças, etc. Mas o setor onde esse trabalho conjunto ficaria mais facilitado e efetivo seria com a área da Educação, e com a criação da “Olimpíada Escolar de M’Boi Mirim”, integrando as escolas das redes estadual e municipal. Aproveitando projetos existentes como o “Escola da Família” de âmbito estadual e o “Recreio nas Férias” (caso este venha a ser mantido pela SEME), otimizar o uso dos equipamentos esportivos dessas escolas para a prática desportiva supervisionada e aberta à comunidade aos finais de semana. Um novo projeto que indicamos a implantação poderia ser o “Capoeira na Escola” projeto este já desenvolvido pela Prefeitura de Embu das Artes, município que tem problemas, população e características estruturais muito semelhantes às da nossa região. Com ele, chegamos a atender em toda rede estadual de ensino da cidade (na época 47 escolas) e em parceria com a Secretaria Estadual de Educação, mais de 7.000 jovens de 07 a 18 anos que aderiram à prática da Capoeira, modalidade tida por muitos como esporte genuinamente nacional, em períodos alternativos aos da grade de aulas curriculares e aos fins de semana, tirando-os das ruas. Esse projeto se deu de 1993 a 1996, período em que as escolas estaduais ficavam fechadas aos finais de semana e eram alvos de depredações, roubos e vandalismos. Isso acontecia porque a comunidade, que não tinha opções de lazer aos finais de semana se deparava com um equipamento esportivo fechado e ocioso, aí a invasão e a prática de tais atos. Já no primeiro ano da implantação caiu quase a zero o número de ocorrências dessa natureza. O projeto tem um custo relativamente baixo de implantação, pois compreende a aquisição de material básico (instrumentos como atabaques e berimbaus) e contratação de monitores, além de poder acontecer em simples e diversos espaços físicos, tendo uma interface bastante interessante com a Cultura, pois são inequívocos os aspectos e os benefícios corpóreos advindos da atividade física pela Capoeira, mas e apesar de ser esporte, é dança, é luta, é música e é história, além de ser muito praticada em nossa região.

O mais importante nessa implantação é que tal projeto deve ser instalado em parceira com a área de atuação da Educação, para o bom uso das escolas e o correto recrutamento e acompanhamento do monitor junto aos freqüentadores.

Um objetivo em longo prazo seria a construção de um Centro Desportivo de grande porte para a iniciação, prática, aprimoramento, busca de excelência e rendimento, com caráter poli esportivo, com pista de atletismo, conjunto aquático, quadras esportivas, etc.Vale a pena ressaltar que em toda zona sul da capital não existe equipamento semelhante e, considerando que a região faz jus, pela sua densidade populacional a tal pleito, acreditando também que tal solicitação encontrará eco na sociedade e não poderá ser considerada irrelevante, pelo contrário será obrigatoriamente considerada justa, além da concreta possibilidade de ser realizada em parceria com a iniciativa privada ou organismos governamentais de outras esferas de poder que consigam entender a grandeza dessa edificação como investimento referencial no futuro de nossos jovens.

 

 

 

C – HABITAÇÃO

 

 A Supervisão de Habitação concentrará suas energias na conscientização do ser, focando a questão cultural como principio. A integração com as áreas de esporte, cultura, assistência social e outras coordenadorias da Subprefeitura M’Boi Mirim, se tornará uma constante. A supervisão de Habitação buscará implementar os programas da Secretaria Municipal de Habitação que apontam uma integração com a Secretaria Estadual de Habitação e CDHU. O foco do nosso trabalho será direcionado para as áreas de riscos (34 áreas mapeadas pelo IPT) e favelas, que giram entorno de 270. Os pontos de intervenção serão prioritariamente estes citados acima. Em primeiro lugar, faremos um mapeamento e diagnóstico atualizado e, a partir daí, elencaremos as prioridades. Trabalharemos no sentido da prevenção, em conjunto a Defesa Civil e Agente Comunitário de Saúde. Conscientização sobre as causas de enchentes, focando principalmente o lixo, sobre a degradação do meio ambiente, causas e efeitos, farão parte de palestras, debates e eventos culturais, em conjunto com os demais setores da subprefeitura M’Boi Mirim. A regularização de habitações que estão situadas em áreas públicas e que não estão em risco, será outra ferramenta na busca de urbanização destas áreas. A questão dos mananciais é fundamental para prevenção e desenvolvimento da nossa região. Buscaremos mecanismo em conjunto com a população para a aprovação da lei dos mananciais que está na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo

 

 

 

D- ASSISTÊNCIA SOCIAL – SAS

 

A Supervisão Regional de Assistência Social da Subprefeitura de M´Boi Mirim, tem como missão, executar na região, a política pública de assistência social da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. As ações da assistência social são pautadas na concepção de uma política pública de direção Universal e direito de cidadania. É política de garantia de direitos, de prevenção e proteção social através de serviços, benefícios, monitoramento e trabalho social. Pressupõe um sistema descentralizado, participativo, territorializado, com implementação dos serviços em territórios de maior vulnerabilidade e risco social “Constituição Federal de l988, artigos 203 e 204 regulamentada pela Lei Orgânica de Assistência Social – LOAS 8.742/93/Nacional e Lei Orgânica do Município, artigo 22l”. No território, conta com uma rede de serviços e programas realizados sob a forma de parcerias, com organizações sócio-assistenciais, formalizadas através de convênios, com caráter público e co-responsabilidade pelo padrão de qualidade dos serviços prestados, na garantia dos direitos dos beneficiados e no estímulo ao controle social e à gestão democrática.

 

Serviços e Programas em desenvolvimento na SAS M´Boi Mirim:

C R A S - Centro de Referência e Assistência Social. É serviço sócio-assistencial de prestação continuada, destinado a oferecer individualmente ou em grupos, proteção social básica à população em risco, fragilidade e vulnerabilidade social, exercendo a referência e contra referência dos usuários na rede regionalizada. Mantêm equipe de técnicos em plantão 24 horas diariamente para este atendimento e para situações emergenciais devido a enchentes, incêndios, desabamentos e deslizamentos, em conjunto com as equipes da subprefeitura. O Centro de Referência de Assistência Social norteia suas ações pelos princípios da LOAS oferecendo os serviços:

*Dados referentes aos meses de junho a novembro de 2004.

                        • Acolhimento;

                        • Acolhida interpretação da medida sócio-educativa e acompanhamento aos adolescentes e jovens em Prestação de Serviços a Comunidade - PSC;

                        • Benefício de Prestação Continuada – BPC

                        • Serviço de Acolhida Permanente e Atenção a Emergência;

                        • Programa Acolher - abordagem a pessoas em situação de ruas com vista a albergamento

 

TOTAL DE RECURSOS*

R$ 30.000,00

TOTAL DE PROCURA*

1.844

TOTAL DE ATENDIMENTO C/ BENEFÍCIO*

206

TOTAL DE % DE ATENDIMENTO C/ BENEFÍCIO *

11,17

 

Registra-se assim uma média de 14 (quatorze) atendimentos dia no acolhimento.

 

N S E – Núcleo sócio-educativo.

Atende as faixas etárias de 6 a 15 anos e de 15 a 18 anos. Oferece espaço de estar, convívio e trabalho sócio-educativo para crianças, adolescentes, de ambos os sexos, no horário alternado ao da escola, com objetivo de oferecer proteção social, possibilitar a convivência em grupo, o conhecimento do mundo do trabalho e os conhecimentos básicos de uma profissão.

 

PROJETO AGENTE JOVEM Projeto em parceria com o Governo Estadual com objetivo de desenvolvimento da cidadania e ser.

 

Serviços de Proteção à Criança e ao Adolescente em situação de Risco Pessoal e Social.

 

REDESCOBRINDO O ADOLESCENTE NA COMUNIDADE - R A C

Núcleo sócio-educativo para adolescentes (15 a 17 anos e 11 meses) em medida sócio-educativa em meio aberto e suas famílias.

 

CENTRO DE DEFESA DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – CEDECA

Serviço oferecido: • Atendimento e acompanhamento da criança e do adolescente de (0 a 17 anos e 11 meses), em situação que represente violação de seus direitos assegurados pela Constituição e ECA-Estatuto da Criança e do Adolescente.

 

CASA ABRIGO

Serviço oferecido: abrigamento provisório para crianças e adolescentes em situação de rua, abandonadas, perdidas, vitimas de violência e com necessidades especiais.

 

P S C - Prestação de Serviço à Comunidade.

Trata-se de Medida Sócio-Educativa em Meio Aberto, cujo objetivo é acolher adolescentes encaminhados pelo Poder Judiciário, inseri-los na rede pública de serviços e nas organizações parceiras da região, para viabilizar o cumprimento de medida judicial, procurando desenvolver as suas habilidades e potencialidades para construir um novo espaço na sociedade.

 

P E T I – Programa de Erradicação do Trabalho Infantil.

Consiste em retirar crianças e adolescentes do trabalho, encaminhá-los para os recursos sociais, culturais e esportivos da região, oferecer espaço de estar, convívio, trabalho sócio-educativo em horário alternado ao da escola e oferecer bolsa-auxílio às famílias. Atualmente atende 204 bolsas - auxilio.

Serviços Sócio Educativos e de Inclusão à Pessoa Idosa

N C I - Núcleo de Convivência do Idoso.

É espaço de estar e convívio, trabalho social e sócio-educativo, para pessoas com 60 anos ou mais, de ambos os sexos, para realização de diversas atividades, com o objetivo de prevenir o isolamento da pessoa idosa, promovendo um envelhecer ativo e saudável.

Serviço de Proteção à Mulher Vítima de Violência Doméstica

Casa Sofia: presta atendimento às mulheres vitimas de violência oferece apoio psicológico individual, em grupos e orientações jurídicas.

Serviço Sócio Educativo para Pessoas Portadoras de Deficiência

Núcleo de apoio à habilitação e reabilitação social a pessoas portadoras de deficiência.

Projetos Sociais Regionais de Inclusão Social e Geração de Renda.

Núcleo de Atendimento com objetivo de promover a organização da população local, desenvolver ação sócio-educativa e geração de alternativa de subsistência.

 

PROASF - Programa de Assistência Social à Família

Este programa integra a rede social básica e especial. Oferece trabalho sócio-educativo às famílias em situação de risco e vulnerabilidade social e articula-se com a rede sócio-assistencial de proteção social especial à criança, ao adolescente e ao jovem.

Tem como objetivos:

  • Reconhecer capacidades, desenvolver potencialidades e protagonismo social;

  • Qualificar e favorecer a articulação com a rede de proteção sócio-assistencial;
  • Integrar e qualificar os serviços de atenção às famílias da comunidade.

A extensão territorial, o número de habitantes, a forma como estão distribuídas no território, as características territoriais e populacionais, a rede de serviços existente, insuficiente para atender a necessidade dos demandatários dos serviços e a insuficiência de recursos financeiros disponíveis para ofertar novos serviços, são dados estatísticos que nos leva à apropriação de indicadores da exclusão social, possibilitando localizá-los, nomeá-los e propor ações de intervenção na realidade.

 

 

 

 

PROPOSTA DE TRABALHO

 

1. Investir na construção do SUAS – Sistema Único de Assistência Social no território de Subprefeitura de M´Boi Mirim.

1.1 – Envolvendo os trabalhadores sociais da SAS M´Boi Mirim no processo de discussão e divisão dos distritos em micro-territórios;

1.2 – definindo os supervisores técnicos dos serviços conveniados existentes por micro-território;

1.3 – organizando o Serviço de Vigilância e Risco Social da região;

1.4 – definindo como critério para expansão da rede de oferta de serviços a identificação das vulnerabilidades;

1.5 – mapeando no território a rede de serviços existente (pública, conveniada, não conveniada);

1.6 – aprofundando a reflexão junto à rede conveniada dos conceitos “cidadania – direito – direito dos usuários dos serviços – demanda – oferta – família – etc.”;

1.7 – reconhecendo o território como um conjunto de relações, condições e acessos;

1.8 – reconhecendo a pessoa que acessa o CRAS, no seu contexto e circunstâncias e focando a sua família com a qual deverá ser planejada estratégia de intervenção com vistas à convivência familiar e comunitária;

1.9 – estabelecendo entre o CRAS e os Distritos (em micro-territórios), a definição de responsabilidades e interface frente à necessidade e acompanhamento das demandas apresentadas.

2. Desenvolver a “Proposta de Políticas Públicas para o Desenvolvimento Social de M´Boi Mirim” em ações conjuntas com as Supervisões de Cultura, Esportes e demais Secretarias envolvidas, considerando a necessidade de desenvolvimento de trabalho conjunto junto aos adolescentes e jovens em medida sócio-educativa acompanhados por SAS, e a necessidade de desenvolvimento de trabalho com suas famílias, com vistas à construção da autonomia das famílias e seus membros.

3. Incluir crianças, jovens e famílias em situação de risco social, não atendidas pela rede de serviços sócio-assistencial.

4. Encaminhamento e acompanhamento aos adolescentes inseridos no projeto

5. Acompanhamento das famílias

6. Envolvimento das organizações parceiras através de divulgação do projeto nos espaços da comunidade, das organizações sociais conveniadas e não conveniadas e supervisões técnicas nos micro-territórios.

7. Participação em reuniões técnicas sistemáticas.

 

 

 

TABELA DE CUSTOS

TABELA DE CUSTOS

RECURSOS HUMANOS

MONITOR

POLOS ATENDIDOS

R$ POR / H

HORAS/SEMANA

VALOR MENSAL

SEMESTRAL

CONTRATAÇÃO DE OFICINEIROS

20

10

R$ 26,25

40

R$ 21.000,00

R$ 126.000,00

RECURSOS MATERIAIS

QUANTIDADE

POLOS ATENDIDOS

MODALIDADE

HORAS/SEMANA

MENSAL

SEMESTRAL

PALCO

1

10

ALUGUEL

Semanal

R$ 2.538,98

R$ 15.233,88

ESPORTIVO

troféus e mat. em geral

10

COMPRA

R$ 2.454,32

R$ 14.725,90

Equip SOM/caixa

2

10

COMPRA

FIXO

R$ 500,00

R$ 3.000,00

CARRO DE SOM

1

10

ALUGUEL

40

R$ 2.400,00

R$ 14.400,00

DIVULGAÇÃO

10.000 PAN e 500 cartazes

10

COMPRA

R$ 1.358,00

R$ 8.148,00

FAIXAS

10

10

COMPRA

R$ 1.500,00

R$ 9.000,00

DATASHOW

1

10

COMPRA

FIXO

R$ 1.333,33

R$ 8.000,00

DIDATICOS

Vários

10

COMPRA

R$ 4.422,00

R$ 26.532,00

CARRO

2

10

ALUGUEL

40

R$ 4.783,34

R$ 28.700,04

TOTAL

R$ 63.289,97

R$ 379.739,82

Per capita/mês

R$ 0,98

Per capita/6 meses

R$ 5,88

OBRAS A SEREM DETALHADAS POSTERIORMENTE

Per capita/ano

R$ 11,76

CONTENÇÃO DE ENCOSTAS

MELHORIA NO VIARIO

LIMPEZA E DESASSOREAMENTO DE CORREGOS

PROJETOS URBANISTICOS

PROJETOS HABITACIONAIS

CONTRAPARTIDA

AGENTES COMUNITARIOS DE SAÚDE

EQUIPES DAS UBS

TÉCNICOS DE SAS

EQUIPE DE CADS

 

 

MAPA DA VULNERABILIDADE SOCIAL